Perguntas Frequentes

ESCRITO POR JOÃO COELHO

(1) O que é o Grupo Desportivo Recreativo “A Joanita”?

(2) Actualmente, qual é a mais importante actividade da Joanita?

(3) Quem pode praticar desporto adaptado a pessoas com deficiência?

(4) As equipas são mistas?

(5) Quem pode practicar basquetebol em cadeira de rodas?

(6) Quem pode participar nas provas oficiais de basquetebol em cadeira de rodas?

(7) Quem pode ser técnico de uma equipa de basquetebol?

(8) O que é preciso para jogar basquetebol em cadeira de rodas?

(9) Como são inscritos os atletas nas provas oficiais?

(10) O que é a pontuação dos jogadores?

(11) Qual a pontuação máxima que cada equipa pode ter no jogo (soma das pontuações dos jogadores dentro do campo)?

(12) As regras desta modalidade são iguais às do basquetebol não adaptado

(13) Os practicantes desta modalidade são inscritos na Federação Portuguesa de Basquetebol?

(14) Quantas equipas há?

(15) As equipas de basquetebol possuem equipa técnica?

(16) Onde estão as equipas?

(17) Como é, actualmente, realizado o Campeonato Nacional de basquetebol em cadeira de rodas?

(18) Há jogos e torneios internacionais?

(19) Há selecção nacional de Basquetebol em cadeira de rodas?

(20) Joga-se Basquetebol em cadeira de rodas durante todo o ano?

(21) Há risco de lesões?

(22) Porque o Basquetebol em cadeira de rodas não é ainda uma modalidade conhecida pela maior parte das pessoas?

(23) Quem nos apoia?

(24) Qual é nosso objectivo?


(1) Fundado em 1979, com sede em Linda-A-Velha (Concelho de Oeiras), é uma instituição de utilidade pública destinada, essencialmente, à práctica desportiva para pessoas com ou sem deficiência.


(2) O desporto adaptado e, em particular, o Basquetebol em cadeira de rodas.


(3) Todas as pessoas. Tenham ou não deficiência, todos podem practicar desporto adaptado. Para além de melhorar a condição física e ser salutar, é uma forma de integração social.


(4) São, caso hajam elementos de ambos os sexos.


(5) Todas as pessoas podem praticar esta modalidade. Actualmente, do ponto de vista competitivo, apenas as pessoas portadoras de deficiência motora o podem fazer. A política do GDR A Joanita é, quanto a este aspecto, muito clara: incluir todas as pessoas, desde que permitam a inclusão livre e segura de todas as outras.


(6) Actualmente ( e infelizmente), apenas as pessoas com algum tipo de incapacidade física motora podem participar nas provas oficiais. No entanto, tanto nos treinos das equipas como em competições não oficiais ou não sujeitas às regras da entidade organizadora das provas oficias em Portugal, toda e qualquer pessoa é necessária.


(7) Actualmente, os requisitos técnicos são: curso de treinador de basquetebol (ou curso equivalente), licenciatura (ou grau de ensino equivalente) ou experiência profissional na área (indubitavelmente comprovada e certificada pelo organismo público competente).


(8) Determinação, vontade de vencer e espírito de sacrifício. Logicamente, não é possível practicar esta modalidade sem bola e sem cadeira de rodas adaptadas à modalidade (mais leves, mais rápidas e manobráveis e mais resistentes). Este material, apesar de caro, é providenciado pelos clubes. 


(9) Através dos clubes. Cada atleta possui um cartão de jogador identificativo da sua idade, do tipo de deficiência e da sua pontuação, atribuído pela entidade organizadora das competições.


(10) Cada atleta é classificado e pontuado de 1 a 4,5 pontos, sendo que a pontuação dos jogadores diminui consoante o aumento do grau de deficiência que possui e das eventuais restrições de mobilidade ou outras que limitem o seu desempenho. Um jogador com 4,5 pontos é, em princípio, menos fisicamente limitado que um jogador classificado com apenas 1 ponto.


(11) Actualmente, 14,5 pontos. Em determinadas condições (idade, sexo e experiência) há diminuição (temporária ou não)  de pontuação.


(12) São. Excluindo alguns pormenores relativos, sobretudo, à posse e ao controle de bola, não existem diferenças.


(13) São, caso participem nas provas oficiais (Campeonato Nacional e Taça de Portugal).


(14) Actualmente, 20. A modalidade, apesar de tudo, está, deste ponto de vista, em expansão.


(15) Sim, a não ser que, por qualquer impedimento especial, tal não seja possível.


(16) Quanto a nós, treinamos em Lisboa, na Ajuda, no Pavilhão Municipal da Tapada. A maioria das equipas treina, igualmente, na zona da Grande Lisboa, embora hajam equipam em Braga, no Porto, em Barcelos, em Vila Pouca de Aguiar, em Leiria, na zona do Algarve e na ilha da Madeira. 


(17) Por apuramento para um play-off das melhores equipas de duas zonas – zona Norte e zona Sul e, posteriormente, para a fase final, em cinco jogos, das duas melhores equipas.


(18) Quando é possível, há. Normalmente, são realizados fora da época normal de provas oficiais.


(19) Sim, há, embora de atletas masculinos, apenas.


(20) Oficialmente, não. Normalmente, as competições e a preparação das equipas é interrompida entre Junho e Setembro (época de Verão).


(21) como em tudo na vida, há risco de lesões. No entanto, o risco de uma lesão nesta modalidade é extraordinariamente mais baixo que em qualquer outra modalidade de qualquer outra área. As equipas são acompanhadas por profissionais competentes capazes de acorrer prontamente a qualquer situação um pouco mais complicada do ponto de vista físico.


(22) Cada um de nós sabe a resposta a esta pergunta. Em Espanha, por exemplo, existem várias divisões e campeonatos, os jogadores são (bem) remunerados – com ordenados entre os €500 e os €4000, em média – e os jogos são frequentemente transmitidos pela TV pública e privada.


 (23) Quem pode e, acima de tudo, quem quer. Desde empresas a pessoas que desconhecem a nossa causa, vamos aceitando todo e qualquer tipo de ajuda. Acima de tudo, a sociedade civil é quem traça o nosso destino, deste ponto de vista.

(24) Ganhar. O nosso objectivo, como o objectivo das outras equipas, não é , apenas e só, promover a inclusão social das pessoas com deficiências ou incapacidades. Queremos ganhar e mostrar que, tanto no campo como na vida, somos competitivos.