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 Após mais um jogo difícil em que o resultado, infelizmente, não nos foi favorável, nunca será demais continuar a agradecer ao nosso público o apoio que nos tem prestado em cada um jogos em que estamos presentes. o Grupo Desportivo e Recreativo "A Joanita" está consciente que os resultados desportivos da equipa não têm sido os melhores. No entanto, a dinâmica do Grupo e da equipa não estão afectados. Afinal, os nossos objectivos não são coincidentes com os actuais propósitos de uma das provas em que temos vindo a participar, de fim-de-semana a fim-de-semana: o Campeonato Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas. Sabemos que, em parte, há mérito por parte das equipas que se batem contra nós nas vitórias que alcançam. Mas, por outro lado, temos consciência que este modelo de prova apenas beneficia as equipas que apostam sempre nos mesmos quadros de atletas, sem se preocuparem em inovar, renovar, repensar a modalidade. A Joanita está seriamente preocupada com o rumo que as provas oficiais desta modalidade estão a seguir. Equipas como a nossa, essencialmente preocupadas em formar atletas ensinando-os a serem cada vez melhores tanto no Desporto como na vida, precisam de competir, mas necessitam de se bater com equipas que estejam ao seu nível. Infelizmente, a estratégia (ou a falta de estratégia) de quem decide não é a mesma de quem se preocupa em construir uma equipa. Não está certo que equipas com um ritmo competitivo mais baixo (como a nossa) compitam com equipas que lutam por alcançar um lugar ao sol nas provas oficiais mas que, primeiro que tudo, precisam de crescer. As nossas propostas quanto a esta matéria não são novas. Temos vindo a propor consecutivamente, época por época, a constituição de uma primeira e de uma segunda divisão. Infelizmente, ninguém quer perceber as nossas razões. Não vamos desistir porque só o faríamos se não tivéssemos qualquer outra alternativa. E temos: remar contra a maré numa prova desigual, em que não há público porque os resultados entre as equipas são tão desiguais que chegam, em muitos casos, a alcançar os 100 pontos de diferença. Será isto uma forma justa e capaz de mostrar que somos capazes de praticar Desporto? Será isto uma forma feliz de chamar atletas, técnicos e, essencialmente, público para a modalidade? Será este modelo de prova capaz de mostrar verdade desportiva num Campeonato tipo "mapa cor-de-rosa", dividido por zonas geográficas? Não. Claramente não. E é preciso que cada vez mais pessoas se apercebam disto.
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